27 de fevereiro de 2009

A resposta menos satisfatória: a científica


A Ciência diz-nos, de um modo geral que:
  • a vida termina completamente com a morte do indivíduo;
  • não existe uma alma imortal, dado que não há provas disso.

Pelo menos é o que dizem as correntes mais científicas da Ciência.

Existem vários graus de morte do indíviduo, e estes estágios vão progredindo até ao ponto em que basicamente está-se mesmo morto (não pretendo entrar pelas discussões sobre eutanásia e similares).

As chamadas experiências de quase-morte (EQM) são explicadas genericamente como uma ilusão criada pelo cérebro, que envia sinais descontrolados e baseadas nas experiências do indivíduo: o cérebro recorre à memória e à criatividade de uma forma similar à de um sonho. Sucede que depois algo faz o cérebro voltar atrás, correspondendo a um acordar.
Dizem os entendidos que na realidade ainda não ocorreu a chamada morte cerebral (o estágio final) pelo que o cérebro ainda funciona.
Existem alguns relatos de situações em que não havia actividade cerebral: aparentemente o cérebro esteve morto durante alguns momentos.
Mais uma vez, a Ciência pode ‘escapar’ desta situação, alegando a sua própria limitação para reconhecer que um cérebro está mesmo morto, em determinados casos. Por exemplo, a não existência de actividade cerebral registada por um Electroencefalograma (EEG) não invalida que possam existir outros sinais de actividade cerebral que a tecnologia actual não consegue detectar.

A favor desta perspectiva está o facto que ainda ninguém regressou da morte, pelo menos num registo aceitável pela ciência. A EQM está explicada pela Ciência dentro dos seus próprios parâmetros e o inexplicável é coberto por um reconhecimento de limitações relacionadas com tecnologia.

Contra esta perspectiva está todo um domínio (religioso, místico) que se encontra fora da própria Ciência, o que limita um pouco a confrontação. É um jogo do gato e do rato, no qual não pretendo entrar pelo menos como tal.

Esta é a resposta menos satisfatória de todas as que existem. E por satisfatória pretendo dizer que é a resposta que não me traz alento nenhum. É extremamente deprimente.

No entanto é a mais observável de todas. Este tema da observabilidade vai dar origem a outras reflexões posteriormente.

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