9 de março de 2009

Gustav Eiffel, o Paraíso e a Reencarnação


Voltando ao nosso amigo Eiffel e à sua obra, contemplemos as suas acções à luz das várias “alternativas”, mais especificamente na perspectiva da cobrança da glória.


Se não existir qualquer espécie de vida depois da vida, o assunto termina por definição.

Se existir um Paraíso, qual será a viabilidade de Eiffel andar por lá, apontar para a Torre e proclamar sorridente: “fui eu que a fiz”. Parto do princípio que este Paraíso não é uma mera extensão da vida terrena: ter um emprego, preocupações, etc… isso quase que nos encaminha para uma reencarnação.

E neste caso, se ele reencarnar:
  • não se recorda da vida anterior e não sabe que foi ele que fez a Torre
  • recorda-se da vida anterior, mas terá uma enorme dificuldade em comprovar que foi ele que construiu a Torre
Posto isto, é de reflectir que espécie de obra pretendemos fazer na Terra, e que espécie de Glória procuramos atingir.

Não estou a demitir a existência de um esforço tendo em vista a excelência, ou um exercício de recompensa por satisfação do ego, ou algo do género. Nem pretendo diminuir a importância de fazer algo que impacte na vida de muitos (de um modo positivo, preferencialmente).

Não se trata de um apelo à contemplação do mundo, dos valores simples, etc...

Nesta minha nova visão do mundo e da vida, passei a dar mais importância ao que se faz ou se fará para obter um aumento da Felicidade de todos.

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