Se não existir qualquer espécie de vida depois da vida, o assunto termina por definição.
Se existir um Paraíso, qual será a viabilidade de Eiffel andar por lá, apontar para a Torre e proclamar sorridente: “fui eu que a fiz”. Parto do princípio que este Paraíso não é uma mera extensão da vida terrena: ter um emprego, preocupações, etc… isso quase que nos encaminha para uma reencarnação.
E neste caso, se ele reencarnar:
- não se recorda da vida anterior e não sabe que foi ele que fez a Torre
- recorda-se da vida anterior, mas terá uma enorme dificuldade em comprovar que foi ele que construiu a Torre
Não estou a demitir a existência de um esforço tendo em vista a excelência, ou um exercício de recompensa por satisfação do ego, ou algo do género. Nem pretendo diminuir a importância de fazer algo que impacte na vida de muitos (de um modo positivo, preferencialmente).
Não se trata de um apelo à contemplação do mundo, dos valores simples, etc...
Nesta minha nova visão do mundo e da vida, passei a dar mais importância ao que se faz ou se fará para obter um aumento da Felicidade de todos.
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