14 de abril de 2024

What People Think About Before Dying

 https://www.youtube.com/watch?v=5sxxqxqVSNo

28 de maio de 2015

12 de maio de 2015

21 de maio de 2013

And then where we'd go to after that?




29 de junho de 2012

17 de maio de 2012

Welcome to Life


Uma antevisão (engraçada :) do que pode vir a ser o futuro com o Mind Upload






8 de maio de 2012

Amazing Grace


Amazing grace! (how sweet the sound)
That sav'd a wretch like me!
I once was lost, but now am found,
Was blind, but now I see.


'Twas grace that taught my heart to fear,
And grace my fears reliev'd;
How precious did that grace appear
The hour I first believ'd!


Thro' many dangers, toils, and snares,
I have already come;
'Tis grace hath brought me safe thus far,
And grace will lead me home.


The Lord has promis'd good to me,
His word my hope secures;
He will my shield and portion be
As long as life endures.


Yes, when this flesh and heart shall fail,
And mortal life shall cease;
I shall possess, within the veil,
A life of joy and peace.


The earth shall soon dissolve like snow,
The sun forbear to shine;
But God, who call'd me here below,
Will be forever mine.


John Newton, Olney Hymns

17 de janeiro de 2011

What's what death going to be like?


Este video reporta uma experiência nos anos 50, com LSD ...


A dado momento, intervem um filósofo debatendo alguns pontos sobre a experiência.
Há ali uma pergunta a reter (minuto 7) ...
What's what death going to be like?

Faz-me pensar nisto aqui

PS: don't take drugs

2 de janeiro de 2010

Lifestyles (6)


A de Erica Strange em Being Erica.
Reparar os erros do passado. Quem não queria ter esse poder?

Lifestyles (5)


A de Sam Tyler de Life on Mars (UK, US).
Uma espécie de renascimento/reincarnação, mas com viagens no tempo incluídas.
Talvez ainda com o problema da senescência.

8 de setembro de 2009

Blade Runner - Roy


«I've... seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser Gate. All those moments will be lost in time, like tears in rain... Time to die.»

19 de junho de 2009

I want to believe


É isto em que eu quero acreditar de uma forma global: Christian Universalism

Tivesse nascido Judeu ou Budista, provavelmente teria utilizado Jewish Universalism ou Budhist Universalism.

12 de junho de 2009

O Tempo e o Paraíso


Como abordei aqui, há uma fase da nossa vida em que o tempo não faz sentido. Não sabemos o que é o tempo, não fazemos ideia que ele passa: se nos perguntarem em que dia estamos, o máximo que poderemos vir a responder é que estamos em hoje.

Há ainda um outro momento em que o tempo não tem nexo: durante o sono. Adormecemos e quando acordamos, passou algum tempo sem que nos tenhamos apercebido disso (na maior parte das vezes: vamos descartar a ansiedade de acordar com um determinado horário).

Vou combinar os dois aspectos.
Vou fixar aquele período entre o ano de idade e os dois anos - época em que se anda, corre e brinca.
Vou juntar o aspecto do sonho durante o sono (descartar pesadelos).

O que resulta é a minha proposta para uma existência paradisíaca: eternamente crianças, a brincar para sempre com os nossos amiguinhos, num sonho doce e inocente.

Agora é só esperar que Alguém aceite esta minha proposta :)

Reviver o Tempo


Parecido com o que se diz aqui, mas sem termos controlo ou consciência do efeito.
É um tema muito vasto, uma hipótese já várias vezes levantada, relaccionada com Universos Alternativos.
Porém, da mesma forma que não pretendo resolver a questão da Vida e Morte só por ter um blogue sobre o assunto, também não pretendo estar para aqui a dissertar sobre o tema dos universos alternativos :)

Aproveitando para resumir: não tenho tempo para divagar sobre o Tempo e não pretendo entrar em contradição com o que afirmo aqui e aqui.

Isenção do Tempo


Suponhamos agora que éramos isentos ao tempo - eternos, a bem dizer. Mais uma vez podemos nos deparar com questões de afectos. Como seria vivermos num mundo em que nós ficávamos sempre vivos e os outros iam morrendo?

Se não ainda não foi assim baptizado, aproveito para o fazer: seria o síndrome do Highlander: nunca morrer, e morrerem-nos aqueles que gostamos.

Dado que temos esse poder, podemos alargar o efeito às pessoas que gostamos. O que sucederia então, num mundo onde constantemente são acrescentadas pessoas? Sim, porque iríamos alargando o efeito a netos, bisnetos; os nossos e dos nossos amigos; e dos primos...

Este efeito acaba por ser grosso modo o que é proclamado no Cristianismo com o Paraíso (Céu) e o Paraíso na Terra que sucede à vinda do Redentor e à batalha final entre o Bem e o Mal (se calhar em mais religiões, não sei).

Parar o tempo


Zenão afirmava que o movimento não existia, usando o seu famoso paradoxo. Suponhamos que o tempo não progredia.

Em primeiro lugar existiriam as questões físicas: se o tempo parasse para toda a gente, aconteceria alguma coisa? Não digo isto no sentido auto-explicativo (o tempo parado implica que nada aconteça) mas sim no aspecto de ser necessário que o tempo avance para que haja interacções sub-atómicas, movimento e tudo o que daí decorre.

É o que pode ocorrer em primeiro lugar e imediatamente no último :)

Mas como temos a liberdade para divagar, vamos suspender as nossas crenças e acreditar que era viável haver movimento sem tempo.

Na prática, iríamos cair na situação em que tipicamente vivemos: pensamos que os amanhãs são sempre garantidos, e que tudo vai ocorrer de uma forma parecida.

Voltar atrás no tempo


Caso existisse uma loja de poderes de super-heróis, estou em crer que viajar no tempo seria um dos poderes mais solicitados. E uma das funcionalidades que mais gente pediria seria voltar atrás no tempo para repetir determinadas acções realizadas - o que é ligeiramente diferente de viajar no tempo.

Quantas vezes não dissemos "se eu soubesse o que sei hoje..." ?
Seguramente que já quisémos poder escolher um dia para regressar e tomar decisões diferentes das que tomámos da primeira vez. Emendar o que um dia correu mal (algo que este senhor aqui faz).

No entanto, a ironia da passagem do tempo é que nos vão ocorrendo também outras situações que não gostaríamos que fossem de todo desfeitas, e que se encontram no meio do caminho.

Pessoalmente, existem certos eventos na minha vida que gostaria que tivessem ocorrido de outra forma: fazer o que não fiz; desfazer o que fiz; evitar o que veio a acontecer;... Mas a oportunidade de os "remediar" seria também uma forma de destruir o que de bom já me ocorreu. É fácil de pensar em alguns casos, e os mais evidentes são as minhas filhas.
Mesmo que pudesse ir alterar coisas no passado, e estivesse ciente do que teria que fazer de novo para voltar a ter o que tenho hoje, o surgimento destas pessoas é um momento único na minha vida.
É único no sentido em que é irrepetível, seja qual for a direcção do tempo.

Direcções do Tempo


E agora uma série de posts sobre algumas divagações sobre formas alternativas para nos deslocarmos no Tempo.

Uma questão de Tempo


Bem, esta poderia ser uma introdução para a raridade de posts por aqui: não tenho tido tempo. Mas esse é o tempo com minúscula, pretendo focar-me no Tempo.

Aquilo a que se convencionou chamar Vida decorre entre dois momentos: o inicial e o final. Desses dois momentos, o inicial está bem determinado; o final não é tipicamente conhecido - salvo algumas situações de infelicidade - mas todos sabemos que está limitado: posso afirmar com alguma certeza que não estarei por cá em 2100 (para dar um exemplo). (Sim, existem pessoas que vivem mais de cem anos, eu sei).

Partindo o Tempo em três pedaços, temos: o período antes da vida, a vida e o período depois da vida. Analisemos.

O período antes da (nossa) vida é aquele que aconteceu antes de termos nascido. Na nossa percepção, esse tempo é como se não tivesse existido. Para nós, e para que o nos interessa, esse tempo foi só um caminho até existirmos. Se demorou muito ou não, não tem relevância.
Claro que para os nossos antepassados desde os nossos pais até aos nossos antepassados no Big Bang, esse tempo vai recursivamente fazendo sentido. (Não é todos os dias que consigo usar a expressão "antepassados no Big Bang"). Mas para nós, não. A bem dizer, demorou apenas um segundo. É o tempo curto.

Relativamente ao período depois da vida - e partindo do princípio de que não voltamos cá, pelo menos como somos hoje - esse tempo também pode ser encarado de um modo distinto. A partir desse momento, o tempo deixa mesmo de fazer sentido. Claro que para quem ficar aqui, o tempo que vivem encontra-se dentro desse nosso período. Mas para nós, acabou. É o tempo longo: nunca mais acabará.

No que diz respeito ao período de tempo da nossa vida, temos várias percepções sobre esse mesmo tempo. Num período inicial, não nos damos conta dele, não temos noção nenhuma do tempo. Nem sequer sabemos o que quer dizer hoje, ontem ou amanhã; o que é um sábado ou daqui a uma semana.
Depois temos um período em que nos vamos apercebendo que o tempo passa, mas parece sempre igual: os amanhãs parecem todos garantidos.
Depois disso, não sei o que se sente. Talvez venha a saber, talvez não.

O que me aconteceu foi que detectei que o problema estava aqui: os amanhãs não são garantidos. Mas agimos a maior parte das vezes como se fossem. Como se um sábado amanhã fosse ser igual ao sábado dali a uma semana. O problema é que não são mesmo.
Neste período, todo o tempo conta.

2 de junho de 2009

AF 447


Uns perderam o avião, outros conseguiram apanhar o voo.

22 de abril de 2009

Aproveitando a maré


Seguindo a maré, a performance de Susan Boyle no programa televisivo Britain's got talent.

«But there's something else Susan Boyle awakens in us as we watch her come out of her shell: our own selves. Who among us does not move through life with the hidden sense, maybe even quiet desperation, that we are destined for more? That underneath our ordinary exterior lays an extraordinary soul? That given the right opportunity, the right stage, the right audience, we would shine as the stars we truly are?»

Retirado daqui.

21 de abril de 2009

Parece-me que falta um lado...


Em mais uma reflexão, pus-me a pensar sobre o facto de a gente viver entre o momento T0 e o momento Tn
E interroguei-me: porque nascemos no momento T0 e não uns anos antes ou uns anos depois?

E daqui saltei mais uma vez para o lado religioso. Certas religiões como o Judaísmo, Cristianismo (e o Islamismo também?) focam-se imenso nos comportamentos durante a vida, de como estes podem influenciar o post-vida e sobre essa vida depois da vida propriamente dita.

E de repente, comecei a sentir falta de algo que versasse sobre o início da vida. Não é sobre a origem da vida, mas sim sobre o início das almas, como elas aparecem ou são geradas.

Não me recordo de numa tentativa de explicação (se isso foi abordado na catequese católica, não me lembro).

Como é que cada um aparece no mundo? (E não me estou a referir à componente biológica...)

6 de abril de 2009

Generalizações


Não pretendo generalizar…

Existe algum cuidado a ter com o que os outros efectivamente pensam, para determinadas situações. 
Há sempre algum contexto a levar em conta. Há sempre um grau a aplicar.
A dificuldade está em identificar o contexto, e o grau até onde se pode ir.

Em lado nenhum afirmo que a vida é fácil.

O que os outros pensam


Apesar de apresentar o poema If como uma influência, queria assinalar o poema e a mensagem não são similares, nem no conteúdo nem na forma.
Um é um poema, o outro não o pretende ser; o poema usa o modo condicional (que se denuncia logo pelo nome) e a mensagem está num suave imperativo.
Mesmo ao nível do conteúdo, a mensagem não pretende passar as mesmas sugestões ou abordagens que o poema.

A semelhança (a influência) está em que ambos se referem ao detalhe de não nos prendermos com percepções, quer estas nos sejam transmitidas por outros, quer nos apercebamos delas, ou que as gente as crie.

Não será um erro darmos demasiada importância ao que os outros pensam?

Só vamos viver esta vida, por uma certa quantidade de tempo.
Se passarmos parte desse tempo a pensar no que vamos fazer, com receio do que podem achar o dizer, vamos desperdiçar muito tempo.
Se fizermos o que os outros nos dizem para fazer, estaremos a viver a nossa vida ou a vida imaginada/comandada por outros?

3 de abril de 2009

Influências


Uma das influências deste post:

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;

If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools; 

If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!" 

If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings --nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And --which is more-- you'll be a Man, my son!

Rudyard Kipling


Aqui pode-se encontrar uma tradução em português de Guilerme de Almeida

Lifestyles (4)


A de Connor MacLeod, do filme Highlander.

Lifestyles (3)


Na série Battlestar Galactica (a re-imaginada), os Cylons.
Mais uma vez, sem senescência (e com eterna juventude).

Lifestyles (2)


Vampiros.
A senescência já não seria um inconveniente (de acordo com as histórias, claro!).
Mas mesmo assim... 

2 de abril de 2009

Lifestyles (1)


Curioso modo de viver a vida, o do personagem Dr. Samuel Becket (da série Quantum Leap).
De qualquer modo, estar-se-ia sempre sujeito à senescência.

1 de abril de 2009

Pequena mensagem, às minhas filhas


Vive como só tivesses uma vida.
A vida é tua, só tua e de mais ninguém.

Vive os teus sonhos, e não os sonhos de outros.
Não estás cá neste mundo para teres filhos, e muito menos para dares netos.

Não faças planos milimétricos, mas tenta que os teus saltos cheguem ao outro lado do rio.
E quando não souberes que o consegues, dá os teus passos firmes e seguros sabendo que o que fazes, fazes bem e por bem.

Duvida e confia.
Nem sempre vais acertar, mais o mais certo é que vais falhar menos do que julgas.

Não faças balanços, não faças equilíbrios.
Faz pontes, planta jardins, cria caminhos.

Aprecia, não pares.
Preto, branco, azul, vermelho, verde, amarelo, cinzento.

Esquece tudo o que disse agora, faz o que mais quiseres.

24 de março de 2009

Algumas propostas


Este blogue não é a Wikipedia - dá para notar dado o pouco aprofundamento dos temas; no entanto costumo passear por lá os olhos para ir vendo uma coisa ou outra.

Deparei-me com o tema da imortalidade (ligação para a versão em inglês). É um conjunto interessante de visões e de propostas.

Acho particular piada ao Mind uploading. Hei-de voltar a este tema.

(Ainda estou vivo)


Tentar enquadrar o Judaísmo com o Cristianismo dá imenso trabalho. Desisto.

13 de março de 2009

Há algum objectivo?


Quer literalmente, quer simbolicamente: eu não quero chegar lá, quero andar por aí...

A vida não pode ser isto


Ouvi no noticiário pessoas a falar de reforma, e o quanto esperavam chegar rapidamente até a essa reforma.

Para além de reflectir o estado das coisas de hoje em dia; para além de ser um facto que certos trabalhos aprisionam; não deixa de evidenciar algo deprimente.
As pessoas estão desejosas que chegue logo a reforma. Fica-me a ideia que se quer acelerar o tempo, e eu não quero pensar assim.
A menos que uma pessoa se consiga 'reformar' de uma outra forma (extraordinária), ansiar pela reforma é desejar caminhar mais depressa para a morte.

Uma resposta algo poética/ingénua


E depois temos uma resposta poética: andamos neste mundo porque sofremos de uma condição humana - existir.


E já que não podemos fazer muito quanto a isso, o melhor é fazê-lo da melhor forma possível: cultivar a nossa felicidade disfrutando da vida o melhor possível e contribuir para a felicidade dos outros (ou de uma forma activa ou evitando chateá-los muito).

É uma resposta cheia de boas intenções... Mas, parafraseando a célebre expressão: é uma resposta com defeitos, no entanto parece-me que é a melhor que temos.

Resumindo


A vida é irrepetível e singular.

Observabilidade


Já aqui mencionei de um modo breve a questão da observabilidade.

E neste domínio parece-me que prevalece de um modo maioritário a resposta da Ciência.
Existirá um domínio reservado às visões pessoais (ou colectivas) que se encontra na Fé.
Existem certamente um conjunto de eventos efectivamente estranhos e não explicáveis pela Ciência (pelo menos, para já).

A mim parece-me que a singularidade da presente vida encontra-se em qualquer resposta que se procure:
  • Ciência: só temos esta vida (ponto final);
  • Existência posterior: (paraíso, outro plano, etc...): essa vida(?) nunca seria esta;
  • Reencarnação: seria outra vida e nunca esta;
  • Repetição, a hipótese de viver outra vez esta vida: ou é precisamente igual ou é vivida de modo diferente.
Em suma: a presente vida é singular.

9 de março de 2009

O sacrifício


Levanto aqui uma outra questão: o auto-sacríficio.


O que leva uma pessoa a pôr em perigo a própria vida para salvar a vida de outras pessoas?
Num momento de perigo, o cérebro instrui todo o corpo para que se preserve: escapar-se, proteger-se, defender-se. Mas, no meio de todas estas instruções rápidas, simples e directas surge um comando que as anula: não fugir, proteger o outro, defender o outro.
De um lado temos o impulso elementares do indivíduo, do outro temos um pensamento elaborado e assente num qualquer sistema de valores.
Será que num prato da balança temos o Medo e no outro prato o Medo de ter medo?

É intrigante.

Durante muito tempo, considerei que morrer para salvar outra pessoa era a Honra Suprema que se podia alcançar.
Depois de ter filhos, passei a pensar que eu talvez não fosse capaz de ser tão altruísta quanto gostava de pensar que era, talvez fosse mais selectivo. Ou seja, no momento em que “o” comando fosse emitido pelo meu cérebro, o meu sistema de valores teria levado em conta a existência das minhas filhas. Lamento, mas não posso afirmar que seria sempre algo incondicional.

Agora - como ainda acho mais intrigante o auto-sacríficio - concluo que qualquer tentativa de racionalização de uma hipotética postura perante este dilema é um exercício fútil.

O suícidio


Uma outra questão ainda: a auto-terminação da vida, o suicídio.

É mais uma daquelas questões em que a minha perspectiva se alterou.

Sempre considerei que alguém que se suicidava devia estar num estado extremo de esmagamento, uma angústia absoluta, algo que nós outros nunca conseguíamos entender. Nunca consegui julgar pessoas que se suicidavam.
Continuo a pensar o mesmo.

O que mudou? Passei a valorizar mais a vida pelo que a angústia me parece ainda maior.

Sobranceria (2)


Este blog será actualizado na medida em que o próprio tema o permitir.

O peão


O peão não foi escolhido ao acaso.


Não foi escolhido por implicar metáforas: uma peça de pouco valor, sacrificável; uma peça menosprezada que se transforma numa peça mais poderosa, etc...
O peão foi escolhido porque é a peça que se move numa só direcção: para a frente.

A vida é uma sequência de eventos e momentos completamente irrepetíveis: não há qualquer forma de voltar atrás.
(Mesmo considerando as hipotéticas viagens no tempo, os eventos não se repetiriam do mesmo modo e a senescência das células estaria sempre presente).
Não há dias iguais aos outros. E mesmo que pareçam iguais não há qualquer garantia de haver um amanhã. Apenas uma probabilidade que se vai reduzindo com o passar do próprio tempo.

Desperdiçar tempo é desperdiçar vida.

De um modo simples, esperar por um elevador é desperdiçar fracções da vida.

Encontro alguma dificuldade em expor o que pretendo expor.

Não quero passar a impressão que devemos transformar os actos banais em actos super-interessantes de forma a optimizar o uso do tempo. Creio que esse é o caminho do esgotamento por obsessão e angústia.
Ou que nem devemos fazer planos, visto que não temos garantias que vamos poder dar continuidade.

A vida é irrepetível.

Não encontro melhor forma de dizer o que quero dizer.

Gustav Eiffel, o Paraíso e a Reencarnação


Voltando ao nosso amigo Eiffel e à sua obra, contemplemos as suas acções à luz das várias “alternativas”, mais especificamente na perspectiva da cobrança da glória.


Se não existir qualquer espécie de vida depois da vida, o assunto termina por definição.

Se existir um Paraíso, qual será a viabilidade de Eiffel andar por lá, apontar para a Torre e proclamar sorridente: “fui eu que a fiz”. Parto do princípio que este Paraíso não é uma mera extensão da vida terrena: ter um emprego, preocupações, etc… isso quase que nos encaminha para uma reencarnação.

E neste caso, se ele reencarnar:
  • não se recorda da vida anterior e não sabe que foi ele que fez a Torre
  • recorda-se da vida anterior, mas terá uma enorme dificuldade em comprovar que foi ele que construiu a Torre
Posto isto, é de reflectir que espécie de obra pretendemos fazer na Terra, e que espécie de Glória procuramos atingir.

Não estou a demitir a existência de um esforço tendo em vista a excelência, ou um exercício de recompensa por satisfação do ego, ou algo do género. Nem pretendo diminuir a importância de fazer algo que impacte na vida de muitos (de um modo positivo, preferencialmente).

Não se trata de um apelo à contemplação do mundo, dos valores simples, etc...

Nesta minha nova visão do mundo e da vida, passei a dar mais importância ao que se faz ou se fará para obter um aumento da Felicidade de todos.

12 de Fevereiro de 2009


De volta a este dia, tenho tentado arranjar um nome para descrever o que me aconteceu.
Não foi uma Iluminação, pois o que vislumbrei foram as trevas.
Não foi uma Revelação, pois não fiquei a saber mais qualquer coisa.
Foi mais um choque com a realidade.

Na essência, o que se pode dizer é que até hoje julgava que o Mundo era Eu.

6 de março de 2009

A resposta teística


Esta perspectiva é, de um modo global e muito genérico, a mais satisfatória de todas.


De entre as várias religiões do mundo, existe uma série delas que pressupõe a existência de alguma forma de vida depois da vida (ou vida depois da morte).
Esta pressuposição existe sob várias formas e modelos: a existência de um paraíso, a reencarnação, um estado superior da alma, etc ...


A questão aqui está em torno da observabilidade da resposta. As religiões recorrem a estruturas explicativas em torno dos chamados milagres, de exercícios de epistemologia, e de experiências pessoais. Neste momento entra a Ciência que tenta explicar os vários fenómenos - encontrando uma outra explicação ou afastando-os como possíveis; ou actua sobre os processos de análise - apontando falhas de raciocínio.

As questões insolúveis pela Religião e pela Ciência têm duas abordagens aparentemente antagónicas mas que me parecem similares: o que a Ciência não consegue explicar justifica com as suas limitações contemporâneas; o que a Religião não consegue explicar justifica-o como parte do seu conteúdo.
Num primeiro momento, a Ciência não inclui e reserva a capacidade de vir a incluir no futuro; a Religião tenta de imediato incluir.

Outro aspecto a não menosprezar na resposta teística tem a haver com a existência de punições: a existência de um inferno, a reencarnação numa vida de sofrimento, a eliminação total da alma, etc ...

A Religião (teística, multi-teística, paganista, etc) não foi apenas um dos primeiros mecanismos utilizados para explicar o funcionamento do mundo; foi também um dos primeiros mecanismos usados para regular uma sociedade. É provável que muitas das considerações utilizadas para regular a sociedade tenham sido projectadas para o post-vida, criando uma verdadeira extensão às regras existentes: quem se porta mal na sociedade tem um castigo na sociedade, mas deve-se também precaver para a continuidade/aplicabilidade do castigo mesmo depois da vida (uma forma de Justiça Divina reservada para as más condutas que não foram observadas durante a vida).

Coloca-se ainda uma questão que tem trazido muitos problemas ao Mundo: qual é a religião correcta? 
É a velha anedota do patriotismo: um certo país é o melhor do mundo porque nós nascemos nesse país. Uma religião é a que está correcta porque nós nascemos no contexto dela ou porque um dia nós determinamos que essa era a religião correcta.
Neste aspecto, e numa opinião pessoal, eu tendo a acreditar num principio geral de Bondade e prática do Bem comum a todos os indivíduos, independentemente da sua religião ou de terem ou não uma religião. Como cristão, custa-me conceber que Deus castigue um ateu (por exemplo) independentemente dos seus actos. É esta a minha visão pessoal.

Na perspectiva da vida presente (a única que tenho conhecimento), a existência de algo depois da vida é reconfortante, mas também impõe algum respeito.

Como referido, esta resposta é genericamente muito satisfatória. É a resposta que eu denomino "I want to believe".

4 de março de 2009

A resposta Ateística


Não consigo dissociar a resposta ateística da resposta científica, por isso considerarei as duas como equivalentes.

Manifesto - actualização


Desconstruir tudo, para depois pegar nos bocados que realmente importam.

Gustav Eiffel ou a resposta da História


Gustav Eiffel (nasceu em 15 de Dezembro de 1832, morreu em 27 de Dezembro de 1927) foi o autor do ícone de Paris: a Torre Eiffel. E já agora, autor de um dos ícones da cidade do Porto: a ponte D. Luis.


Uma visão que temos é que as pessoas vivem para além da morte através das suas obras, da marca que deixam na História da Humanidade.
Ainda hoje nos recordamos de Eiffel, ou de Shakespeare, de Sun-Tzu ou até de Hammurabi, pela sua obra.

Em termos práticos, a vida de Eiffel já terminou. Tecnicamente, a sua obra não o mantém naturalmente vivo: está apenas vivo na memória colectiva.
Entra aqui então o factor que orienta este blog: o Tempo. Se contemplarmos a existência do planeta para um espaço de cem mil anos no futuro, é de questionar se a obra de Eiffel perdurará a ponto de ainda ser recordado. Quem diz cem mil anos, facilmente pode pensar num milhão de anos, espaço de tempo mais do que suficiente para erradicar toda a obra que tem presença na nossa memória contemporânea. (Algo que não é passível de confirmação, por motivos óbvios).
O Tempo fará com que a História não nos deixe vivos por muito tempo.


A questão da obra, ou da marca na História satisfaz enquanto estamos vivos e contemplamos as possibilidades no futuro, mas aparenta ser bastante passageiro.
Recordo-me de Cesário Verde e de que nunca foi reconhecido enquanto era vivo.


A resposta não é satisfatória, daí a citação lá no topo.

Há aqui alguns princípios gerais que não prentendo menosprezar. Vou voltar a eles, mas sob outra perspectiva.

27 de fevereiro de 2009

A resposta da Genética


Esta resposta está à parte da resposta da Ciência, domínio dentro da qual se encontra a Genética.
Segundo a genética, os indíviduos perpetuam-se através da reprodução: os genes vão-se mantendo eternos através dos seus descendentes.


Eu encontro aqui algumas falhas para considerar esta resposta satisfatória.
Em primeiro lugar, é necessário que uma pessoa tenha descendentes (directos ou colaterais como no caso dos sobrinhos, no mínimo).
É necessário também que a descendência continue a gerar descendência. Este facto até pode ser observável por uns anos: se conhecermos os nossos netos (ou sobrinhos-netos) ou até como já começa a ser comum em algumas partes do mundo, conhecer os bisnetos. Mas a longo termo (basta pensarmos numa brevidade cósmica: mil anos) já não temos garantias nenhumas. Quem me garante que terei uma linha directa ou indirecta de descendentes daqui a cem mil anos?
Mas a falha maior assenta no simples facto do descendentes serem pessoas autónomas: ou seja, são outras pessoas que terão precisamente os mesmos problemas. Até a Ciência concordará que se tratam de outras almas.


Estou em dúvida quanto a classificar o nível de satisfatoriedade desta resposta.
Em termos pessoais, como tenho filhas, sinto que me prolonguei no tempo de alguma forma. Mas também não gosto de as ver como uma espécie de propriedade minha, um investimento para o futuro. Isso é muito egoista.

Resumindo, esta resposta é parcialmente satisfatória.

Sobranceria


No post anterior refiro que irei efectuar reflexões futuras. É evidente que isto só pode suceder se eu continuar vivo.

É imperioso que eu diga isto, dado que estou a reflectir sobre as questões da Vida e da Morte.

A resposta menos satisfatória: a científica


A Ciência diz-nos, de um modo geral que:
  • a vida termina completamente com a morte do indivíduo;
  • não existe uma alma imortal, dado que não há provas disso.

Pelo menos é o que dizem as correntes mais científicas da Ciência.

Existem vários graus de morte do indíviduo, e estes estágios vão progredindo até ao ponto em que basicamente está-se mesmo morto (não pretendo entrar pelas discussões sobre eutanásia e similares).

As chamadas experiências de quase-morte (EQM) são explicadas genericamente como uma ilusão criada pelo cérebro, que envia sinais descontrolados e baseadas nas experiências do indivíduo: o cérebro recorre à memória e à criatividade de uma forma similar à de um sonho. Sucede que depois algo faz o cérebro voltar atrás, correspondendo a um acordar.
Dizem os entendidos que na realidade ainda não ocorreu a chamada morte cerebral (o estágio final) pelo que o cérebro ainda funciona.
Existem alguns relatos de situações em que não havia actividade cerebral: aparentemente o cérebro esteve morto durante alguns momentos.
Mais uma vez, a Ciência pode ‘escapar’ desta situação, alegando a sua própria limitação para reconhecer que um cérebro está mesmo morto, em determinados casos. Por exemplo, a não existência de actividade cerebral registada por um Electroencefalograma (EEG) não invalida que possam existir outros sinais de actividade cerebral que a tecnologia actual não consegue detectar.

A favor desta perspectiva está o facto que ainda ninguém regressou da morte, pelo menos num registo aceitável pela ciência. A EQM está explicada pela Ciência dentro dos seus próprios parâmetros e o inexplicável é coberto por um reconhecimento de limitações relacionadas com tecnologia.

Contra esta perspectiva está todo um domínio (religioso, místico) que se encontra fora da própria Ciência, o que limita um pouco a confrontação. É um jogo do gato e do rato, no qual não pretendo entrar pelo menos como tal.

Esta é a resposta menos satisfatória de todas as que existem. E por satisfatória pretendo dizer que é a resposta que não me traz alento nenhum. É extremamente deprimente.

No entanto é a mais observável de todas. Este tema da observabilidade vai dar origem a outras reflexões posteriormente.

26 de fevereiro de 2009

Why so serious?


Ainda vou a tempo de dizer que gosto imenso de rir, adoro rir.

Aliás, se eu estiver a pensar em fundar um culto nos próximos tempos, o meu "catecismo" vai ter lá escrito na primeira página que «as traves mestras do Universo são o Amor e o Humor».

Os problemas da Morte e da Vida



Os principais problemas relacionados com a Morte têm a ver com o sofrimento envolvido e com a angústia que a preceda.

Daí o conceito de morte santa. Algo indetectável e não anunciado.

Não sei (e não desejo mesmo saber) o que sente alguém que tem uma ideia do tempo que lhe resta. Mas sabê-lo com minutos de antecedência deve ser extremamente terrível.

Outro grande problema são os afectos - os laços que temos criados com este mundo e o resto das pessoas - quer pela vertente de nos morrer alguém querido e estimado; quer pela vertente de sermos nós a desaparecer do mundo dos que nos são queridos.

O principal problema da Vida é desperdiçá-la.

Manifesto


Pretendo centrar-me principalmente na questão da vida no planeta Terra; mais concretamente no seu fim (a morte).

Estou munido apenas de uns conhecimentos básicos de ciência, uns conhecimentos básicos de filosofia e a minha educação religiosa (católica).

O que concerne ao post-morte está consideravelmente dentro do nível religioso, tenho a minha opinião (podemos chamar-lhe Fé) e certamente que essas opiniões irão por aqui aparecer.

Procurarei analisar as várias perspectivas, e irei pronunciar-me sobre o grau de satisfação que me dão essas mesmas perspectivas.

Nota: irei escrever as palavras “vida” e “morte” com ou sem maiúscula inicial, sem que isso queira significar a ausência ou a presença de reverência por qualquer uma delas.

O nome da coisa


Já aqui lhe chamei 'duração limitada', 'fim da existência' e 'não-existência'. O seu nome é Morte, é dela que falo.

25 de fevereiro de 2009

As primeiras reflexões


As primeiras reflexões sobre o fim da existência terrena ocorreram-me há longos tempos, sob a forma de uma possível não-existência.

Dei por mim a pensar o que seria se o Universo nunca tivesse existido. E logo surgia um estranho incómodo: o meu cérebro começava a desejar que houvesse qualquer coisa - que corresponderia grosso modo a eu vir a existir. Mas como eu barrava esse caminho, o incómodo avolumava-se.

O assunto dissipou-se. Não sei como deixei de pensar nele, da mesma forma que não sei por que motivo pensei nele.

Pensarmos numa não-existência parece descabido a partir do momento em que se existe.

Apresente-se a situação


No dia 12 de Fevereiro de 2009 fui atingido de um modo fulminante por uma percepção:


A nossa existência no planeta Terra tem uma duração limitada.

Tratou-se realmente de uma mera percepção. Até à data de hoje, estou aparentemente bem de saúde apesar de não ter muito cuidado com ela.

Foi uma sequência de pensamentos que levou a essa percepção. E bem vistas as coisas, trata-se de uma simples constação, demasiado óbvia e facilmente observável por qualquer um. Até esse dia nunca tinha pensado muito no assunto, nem em todas as suas consequências.

E as consequências são imensas...