4 de março de 2009

Gustav Eiffel ou a resposta da História


Gustav Eiffel (nasceu em 15 de Dezembro de 1832, morreu em 27 de Dezembro de 1927) foi o autor do ícone de Paris: a Torre Eiffel. E já agora, autor de um dos ícones da cidade do Porto: a ponte D. Luis.


Uma visão que temos é que as pessoas vivem para além da morte através das suas obras, da marca que deixam na História da Humanidade.
Ainda hoje nos recordamos de Eiffel, ou de Shakespeare, de Sun-Tzu ou até de Hammurabi, pela sua obra.

Em termos práticos, a vida de Eiffel já terminou. Tecnicamente, a sua obra não o mantém naturalmente vivo: está apenas vivo na memória colectiva.
Entra aqui então o factor que orienta este blog: o Tempo. Se contemplarmos a existência do planeta para um espaço de cem mil anos no futuro, é de questionar se a obra de Eiffel perdurará a ponto de ainda ser recordado. Quem diz cem mil anos, facilmente pode pensar num milhão de anos, espaço de tempo mais do que suficiente para erradicar toda a obra que tem presença na nossa memória contemporânea. (Algo que não é passível de confirmação, por motivos óbvios).
O Tempo fará com que a História não nos deixe vivos por muito tempo.


A questão da obra, ou da marca na História satisfaz enquanto estamos vivos e contemplamos as possibilidades no futuro, mas aparenta ser bastante passageiro.
Recordo-me de Cesário Verde e de que nunca foi reconhecido enquanto era vivo.


A resposta não é satisfatória, daí a citação lá no topo.

Há aqui alguns princípios gerais que não prentendo menosprezar. Vou voltar a eles, mas sob outra perspectiva.

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