O que leva uma pessoa a pôr em perigo a própria vida para salvar a vida de outras pessoas?
Num momento de perigo, o cérebro instrui todo o corpo para que se preserve: escapar-se, proteger-se, defender-se. Mas, no meio de todas estas instruções rápidas, simples e directas surge um comando que as anula: não fugir, proteger o outro, defender o outro.
De um lado temos o impulso elementares do indivíduo, do outro temos um pensamento elaborado e assente num qualquer sistema de valores.
Será que num prato da balança temos o Medo e no outro prato o Medo de ter medo?
Num momento de perigo, o cérebro instrui todo o corpo para que se preserve: escapar-se, proteger-se, defender-se. Mas, no meio de todas estas instruções rápidas, simples e directas surge um comando que as anula: não fugir, proteger o outro, defender o outro.
De um lado temos o impulso elementares do indivíduo, do outro temos um pensamento elaborado e assente num qualquer sistema de valores.
Será que num prato da balança temos o Medo e no outro prato o Medo de ter medo?
É intrigante.
Durante muito tempo, considerei que morrer para salvar outra pessoa era a Honra Suprema que se podia alcançar.
Depois de ter filhos, passei a pensar que eu talvez não fosse capaz de ser tão altruísta quanto gostava de pensar que era, talvez fosse mais selectivo. Ou seja, no momento em que “o” comando fosse emitido pelo meu cérebro, o meu sistema de valores teria levado em conta a existência das minhas filhas. Lamento, mas não posso afirmar que seria sempre algo incondicional.
Depois de ter filhos, passei a pensar que eu talvez não fosse capaz de ser tão altruísta quanto gostava de pensar que era, talvez fosse mais selectivo. Ou seja, no momento em que “o” comando fosse emitido pelo meu cérebro, o meu sistema de valores teria levado em conta a existência das minhas filhas. Lamento, mas não posso afirmar que seria sempre algo incondicional.
Agora - como ainda acho mais intrigante o auto-sacríficio - concluo que qualquer tentativa de racionalização de uma hipotética postura perante este dilema é um exercício fútil.
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