Suponhamos agora que éramos isentos ao tempo - eternos, a bem dizer. Mais uma vez podemos nos deparar com questões de afectos. Como seria vivermos num mundo em que nós ficávamos sempre vivos e os outros iam morrendo?
Se não ainda não foi assim baptizado, aproveito para o fazer: seria o síndrome do Highlander: nunca morrer, e morrerem-nos aqueles que gostamos.
Dado que temos esse poder, podemos alargar o efeito às pessoas que gostamos. O que sucederia então, num mundo onde constantemente são acrescentadas pessoas? Sim, porque iríamos alargando o efeito a netos, bisnetos; os nossos e dos nossos amigos; e dos primos...
Este efeito acaba por ser grosso modo o que é proclamado no Cristianismo com o Paraíso (Céu) e o Paraíso na Terra que sucede à vinda do Redentor e à batalha final entre o Bem e o Mal (se calhar em mais religiões, não sei).
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